SÍFILIS CONGÊNITA: OS DESAFIOS DO PROGRESSIVO AUMENTO DA TAXA DE INCIDÊNCIA DE SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL

Gabriela Simão Pires

Resumo


A sífilis congênita é uma infecção adquirida por transmissão vertical durante a gravidez ou o nascimento. A sífilis é causada pela espiroqueta Treponema pallidum e pode ser adquirida transplacentariamente durante qualquer estágio da gravidez. No Brasil, nos últimos 10 anos, houve um progressivo aumento da taxa de incidência de sífilis congênita. A doença é subdividida em pós-natal precoce (lactentes ou crianças com idade ≤ 2 anos) e pós-natal tardio (crianças> 2 anos de idade). Na doença pós-natal precoce, na maioria dos casos, se apresenta entre as idades de 2 a 8 semanas com um quadro de rinite persistente, icterícia, roncos, lacrimejamento excessivo, fotofobia, vômitos, anormalidades esqueléticas, dor nas articulações e pseudoparalisia. A doença pós-natal tardia, além das manifestações semelhantes às da doença inicial, também pode haver alterações visuais, cefaleia, encefalite, perda auditiva, tabes dorsalis, nistagmo, alterações de humor ou convulsões. Sabe-se que gestantes que são diagnosticadas e tratadas precocemente apresentam redução do risco de transmissão vertical da sífilis quando comparadas àquelas com intervenção medicamentosa tardia. Desta maneira, o cuidado pré-natal inadequado é um grande fator que leva ao aumento de casos de sífilis congênita, já que a oportunidade de diagnóstico e tratamento se apresentam, na maioria das vezes, nesse período. O presente trabalho é uma revisão bibliográfica, com o objetivo de esclarecer quanto ao crescente e progressivo aumento da incidência de sífilis congênita no Brasil, realçar a importância do diagnóstico e tratamento no período pré-natal, e relatar os critérios diagnósticos e o adequado tratamento da doença no período pós-natal, tanto precoce quanto tardio

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