SÍFILIS CONGÊNITA: ESTUDO EM UMA CIDADE DE MÉDIO PORTE DA ZONA DA MATA MINEIRA

Aléxia Silva Vicente, Marcela Gonçalves Chagas de Laia, Fernanda Viana de Lima, Allan Caio Veloso Souza, Roberta Mendes von Randow, Ríudo de Paiva Ferreira

Resumo


A sífilis configura-se como uma doença sexualmente transmissível. Em gestantes, a não realização do tratamento, ou a execução deste de maneira ineficaz, resultam em um grave quadro de sífilis congênita (SC). Este estudo visou analisar a realização do exame pré-natal na Atenção Primária de Saúde (APS) e a permanência da sífilis congênita, e verificar os dados relativos a essa questão em um município de médio porte pertencente à Zona da Mata mineira. O seguinte trabalho tem como pauta uma revisão de literatura, em busca pelos temas relacionados à sífilis congênita e à eficácia do pré-natal para embasar o perfil epidemiológico de tal enfermidade no município estudado. Por meio dos dados relativos à cidade em estudo foi possível verificar que a incidência de sífilis congênita foi de 80 casos de 2008 a 2018, sendo que 74 realizaram pré-natal, 39 foram diagnosticadas no momento do parto/curetagem, 48 tiveram tratamento inadequado e 30 não o realizaram, e 55 parceiros não foram tratados; das 177 mulheres notificadas entre 2005 e 2018, 22,5% não concluíram o ensino médio e 54,8% são pardas; a faixa etária está intimamente ligada à ocorrência ou não da profilaxia da sífilis, sendo que 51,3% das mulheres notificadas possuem 20 a 29 anos. Conclui-se, assim, são necessárias melhorias quanto à notificação, o diagnóstico e o tratamento da doença em questão. Além disso, há a necessidade de educação em saúde para atenuar os índices da patologia.

Palavras-chave: sífilis congênita; atenção primária; pré-natal; transmissão vertical.


Referências


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