LICENCIAMENTO AMBIENTAL NO BRASIL: O CASO DE BELO MONTE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21576/pensaracadmico.2026v24i2.4604

Resumo

O licenciamento ambiental no Brasil é um instrumento essencial para a gestão ambiental, visando a prevenção, redução e controle dos impactos de atividades econômicas sobre o meio ambiente. Apesar de sua base legal sólida, respaldada pela Constituição Federal, pela Lei n.º 6.938/1981 e pela Resolução Conama n.º 237/1997, o processo enfrenta desafios institucionais e operacionais que comprometem sua eficácia. A questão-problema deste estudo é: o licenciamento ambiental é eficaz para assegurar a proteção ambiental ou revela fragilidades que afetam sua aplicação prática? A hipótese levantada é que, embora normativamente consistente, o licenciamento ambiental enfrenta entraves operacionais e estruturais, especialmente em realidades locais que demandam maior integração entre as esferas administrativas. O objetivo deste trabalho é analisar o processo de licenciamento ambiental no Brasil, por meio de um estudo de caso sobre o empreendimento Belo Monte, destacando suas potencialidades, limitações e desafios para a proteção ambiental. A metodologia adotada é qualitativa, com abordagem dedutiva, partindo de conceitos gerais sobre licenciamento ambiental para analisar, de forma detalhada, a aplicação prática deste instrumento em um estudo de caso. A pesquisa também inclui revisão bibliográfica e documental, com análise de artigos, obras e legislações, bem como de documentos técnicos e relatórios oficiais, para identificar as fragilidades operacionais e institucionais do processo. Os resultados mostram que, apesar de a base legal ser robusta, a falta de recursos e a fragmentação normativa afetam a eficácia do licenciamento. A pesquisa também evidenciou falhas no monitoramento pós-licença e na participação social, além da pressão por flexibilizações que podem comprometer a proteção ambiental. Em termos de sugestões, propõe-se o fortalecimento institucional, a melhoria das ferramentas complementares de gestão e a ampliação da participação social.

Biografia do Autor

Kelley Cristina Fernandes de Souza, Centro Universitário Dom Helder (CUDH)

Mestranda em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo Programa de Pós-Graduação do Centro Universitário Dom Helder. Graduada em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Técnica em Química pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Possui experiência profissional na área de Engenharia de Materiais e atuou como diretora escolar na rede estadual de ensino de Minas Gerais por dez anos. Seu percurso acadêmico e profissional reflete a integração entre ciência, gestão educacional e sustentabilidade, com foco na interface entre tecnologia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Faz parte do projeto Trilhas de Futuro, projeto do Governo do Estado de Minas Gerais que visa ofertar cursos de Aperfeiçoamento, Pós Graduação Lato Sensu e Stricto Sensu para servidores da Educação do Estado de Minas Gerais, de acordo com os requisitos estabelecidos pela Resolução SEE n 4834/2023.

José Claudio Junqueira Ribeiro, Centro Universitário Dom Helder (CUDH)

Professor do curso de mestrado e doutorado em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo Centro Universitário Dom Helder (CUDH).

Luciane Lemes Ferreira Peixoto, Centro Universitário Dom Helder (CUDH)

Possui graduação em Geografia pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (2005) . É mestranda em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo Centro Universitário Dom Helder Câmara ( 2025). Atuou como docente e como supervisor de cursos técnicos do Instituto Federal de Minas Gerais campus São João Evangelista. Atua como professora e coordenadora do Ensino Médio. Tem experiências em projetos de pesquisa e extensão ligados ao reflorestamento, revitalização de bacias hidrográficas e compliance ambiental. Participa de eventos científicos nacionais e internacionais, com publicações em anais de congressos e revistas especializadas. Áreas de interesse: Geografia, Direito Ambiental, Justiça Socioambiental, Políticas Públicas, Governança Ambiental, Educação Ambiental, Inteligência Artificial aplicada ao meio ambiente e Sustentabilidade.

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Publicado

2026-08-06

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas