ALTAS HABILIDADES OU SUPERDOTAÇÃO: INVISIBILIDADE E POSSIBILIDADES DE IDENTIFICAÇÃO PEDAGÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.21576/pensaracadmico.2026v24i1.4525Resumo
Este artigo discute, a partir de uma abordagem qualitativa e bibliográfica, a invisibilidade dos estudantes com altas habilidades ou superdotação (AHSD) nas escolas brasileiras. Tal invisibilidade decorre de mitos e estereótipos que ainda permeiam o senso comum, bem como de uma visão reducionista que associa essas características exclusivamente ao alto desempenho acadêmico ou ao quociente intelectual elevado. O estudo revisita a evolução do conceito de AHSD, destacando a importância de compreendê-lo a partir de uma perspectiva multidimensional, que considera aspectos como criatividade, liderança e contexto social. A pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa de caráter bibliográfico, complementada por uma revisão narrativa, que permitiu selecionar e analisar de forma flexível diferentes fontes teóricas, possibilitando a construção de uma síntese crítica sobre a identificação e o desenvolvimento de estudantes com AHSD. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é compreender que o ambiente escolar e familiar tem relevância tanto na identificação quanto no desenvolvimento das potencialidades desses sujeitos, além de apresentar possibilidades no processo de identificação pedagógica a partir de estratégias diversificadas de reconhecimento. O texto enfatiza ainda a necessidade de uma formação docente contínua, que instrumentalize os professores para o reconhecimento e atendimento adequados dessa população. Além disso, aponta a importância de políticas públicas que incentivem práticas educativas inclusivas e respeitosas às singularidades dos estudantes com AHSD, promovendo seu desenvolvimento integral e bem-estar. Conclui-se que superar a invisibilidade desse público exige uma mudança paradigmática, sustentada por processos de identificação amplos e multidimensionais, formação docente contínua e práticas pedagógicas que valorizem a singularidade e o desenvolvimento integral de cada estudante. Ao final, defende-se que a identificação não deve levar à rotulação, mas sim à valorização das especificidades e ao oferecimento de oportunidades educativas que potencializem seus talentos.
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