RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS E A PROTEÇÃO PENAL AMBIENTAL: DESAFIOS JURÍDICOS E PERSPECTIVAS DE RESPONSABILIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.21576/pensaracadmico.2026v24i1.4546Resumo
A crescente produção de resíduos eletrônicos impõe complexos desafios ao Direito Penal Ambiental, exigindo reflexões teóricas e jurídicas sobre sua efetiva regulação. O artigo parte da análise dos fundamentos do Direito Penal Ambiental, que, enquanto ramo de tutela de bens jurídicos difusos, justifica-se pela necessidade de proteção do meio ambiente frente a condutas que causem degradação ecológica. Com base nesse referencial, examina-se o arcabouço normativo brasileiro voltado à proteção ambiental, destacando a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) e a Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS), que estabelecem diretrizes para o gerenciamento adequado dos resíduos, inclusive os eletroeletrônicos. Contudo, verifica-se que a aplicação prática dessas normas enfrenta entraves significativos, como a generalidade dos tipos penais, a ausência de critérios técnicos para mensuração dos danos e a baixa efetividade da logística reversa. A PNRS, embora seja um marco na política ambiental brasileira, revela dificuldades estruturais para sua concretização, sobretudo no que tange à responsabilização de agentes econômicos e à fiscalização. Diante desse cenário, o artigo propõe a modernização legislativa, com a criação de tipos penais mais específicos voltados à má gestão dos resíduos eletrônicos e o fortalecimento dos mecanismos institucionais de controle ambiental. Conclui-se que a efetiva proteção ambiental no contexto dos resíduos eletrônicos requer uma atuação penal mais precisa e eficaz, que una os princípios da prevenção, reparação e justiça ambiental, assegurando a compatibilidade entre o desenvolvimento tecnológico e a responsabilidade socioambiental.
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