UM OLHAR SOBRE O ENSINO DE HISTÓRIA ESCOLAR NO CONTEXTO DA “ERA VARGAS” (1930-1945)
DOI:
https://doi.org/10.21576/pa.2019v17i2.1130Palabras clave:
Ensino de História, Brasil, Era Vargas, Reforma Francisco Campos, Reforma CapanemaResumen
Tendo em vista possíveis contribuições para o desenvolvimento de novas temáticas do campo do ensino de História e, principalmente, para o aprofundamento do conhecimento sobre a “história do ensino de História” no Brasil, bem como sobre as reformas educacionais nacionais da primeira metade do século XX, pesquisa-se, aqui, sobre o ensino de História escolar durante o contexto histórico brasileiro da “Era Vargas” (1930-1945), visando, com isso, analisar os efeitos das reformas educacionais nacionais instauradas ao longo do governo Vargas sobre a educação escolar brasileira, identificando as configurações e as finalidades assumidas pelo ensino de História no contexto em questão. Diante do exposto, verifica-se que o ensino de História escolar ofertado durante a “Era Vargas” (1930-1945), os programas e matérias didáticos de História, fundamentavam-se num padrão historiográfico tradicional branco, eurocêntrico e cristão, perpetuando uma História ensinada elitista e excludente, pautada na narrativa dos “grandes fatos” e “heróis” que marcaram o processo de formação da identidade e sentimento nacionais, sobre os quais se consolidou uma ideia de “unidade nacional” legitimadora do Estado varguista. Constata-se, por este estudo, que o ensino de História, durante a “Era Vargas”, foi reconhecido pelas elites dominantes e pelos governantes como um instrumento de formação para a “cidadania política” e de consolidação do “sentimento de brasilidade”, necessários, por sua vez, para o fortalecimento do Estado Nacional.
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