ESTUDO DA PAISAGEM URBANA DIANTE DAS OCUPAÇÕES ÀS MARGENS DO RIO MANHUAÇU (MG)

Iago Nantes da Cruz Carvalho

Resumo


O estudo da paisagem é um processo determinante para futuras preservações, fazendo com que se impeça o crescimento urbano sem planejamento e que se possa preservar áreas que ainda são consideradas vazios urbanos, permitindo sempre a visualização do objeto paisagístico. O presente artigo estuda a paisagem por meio da análise dos pontos de visualização privilegiados e classificação dos níveis de percepção, bem como se avalia os principais meios de obstrução do elemento paisagístico: o Rio Manhuaçu. O artigo ressalta a importância da paisagem do rio e como essa imagem desaparece após as expansões urbanas, que ocorreram sem o devido planejamento. Percebe-se que embora existiam leis que protegiam e protegem a área várzea do rio, sua mata ciliar e sua paisagem (como a Constituição Federal (CF) de 1988, Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH); e a Lei 13.199, de 29 de janeiro de 1999, que dispõem sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos de Minas Gerais (PERH)), nota-se que a expansão urbana ocupou grande parte dessa área do rio no trajeto estudado, que contempla, a Ponte da rua Alencar S. Vargas até a Praça Pedro Faria (Trevo do Cafeicultor). Essa expansão interfere de forma significativa na contemplação de pontos de visualização privilegiados do rio, que se entende como pontos de permanência de pessoas, bem como impede a criação de memórias com a paisagem do rio, que é um ponto positivo para o resgate histórico da paisagem de tais lugares.

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