INFECÇÃO PELO VÍRUS HIV: EVIDÊNCIAS SOBRE A PROFILAXIA PRÉ- EXPOSIÇÃO

ADiulle Braga Oliveira

Resumo


O vírus da imunodeficiência humana, ataca o sistema imunológico, os indivíduos contaminados tornam-se paulatinamente imunodeficientes. A PrEP ao HIV consiste no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de adquirir a infecção. A principal indicação para PrEP é para indivíduos com alto risco de infecção por HIV. No Brasil, há um protocolo que estabelece a indicação de PrEP conforme segmentos populacionais prioritários. Segundo esse protocolo, os grupos gays e outros HSH, pessoas transsexuais e profissionais do sexo tem indicação de uso nas seguintes situações: relação sexual anal ou vaginal, sem uso de preservativo, nos últimos seis meses e/ou episódios recorrentes de IST e/ou uso repetido PEP. Já o grupo das parcerias sorodiscordantes tem indicação se relação sexual anal ou vaginal desprotegida com pessoa infectada pelo HIV. A PrEP para prevenir o HIV inclui o uso de TARV combinada. Sendo que, a combinação de tenofovir com emtricitabina provou ser eficaz e segura na redução de novas infecções por HIV. A PrEP sempre deve ser ofertada junto ao aconselhamento sobre outros métodos de redução do risco de infecção e é importante que o paciente seja esclarecido quanto a rotina estabelecida e realize o acompanhamento adequado rigorosamente. A evolução dos tratamentos para HIV transformaram o que antes era uma infecção sexual quase sempre mortal em uma condição crônica controlável a ser prevenida, diagnosticada, tratada e acompanhada pela Atenção Primária à Saúde. Para que isso ocorra e a PrEP seja garantida aos usuários é necessário capacitar os profissionais a fim de romperem as barreiras de implementação desta profilaxia.

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