A FORMAÇÃO DO MÉDICO E A ABORDAGEM DO SUICÍDIO NA PRÁTICA CLÍNICA

Vítor Lelis Caldeira Rocha

Resumo


Mundialmente, cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano. Sendo que para cada pessoa que chega vias de fato à concretude do ato, tantas outras pessoas apresentam ideações suicidas, e muitas outras, chegam a realizar tentativas de suicídio. Diante da relevância da temática, objetivou-se a identificar as principais áreas de pesquisa que versam sobre a problemática da tentativa de autoextermínio e do suicídio no contexto brasileiro, a fim de elencar as ações que o profissional médico pode desempenhar na promoção da prevenção e ações de saúde mental em situação de risco para o suicídio. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa que utilizou a estratégia de busca por meio do uso dos descritores: Medicina e Suicídio, nas bases de dados, a saber: Centro Latino Americano e do Caribe de Informações em Ciência da Saúde (BIREME), que engloba as bases MEDLINE, LILACS e no PubMed. A seleção foi realizada com base nos critérios de inclusão a partir da seleção temporal, utilizando o período de 2011 a 2021, escritos na língua portuguesa, publicados no Brasil e por último, a avaliação da pertinência da temática. Resultados: Foram identificados 19 acervos, que foram lidos na íntegra e as informações mais pertinentes à construção deste estudo foram agrupados, segundo o ano de publicação, estado(s) em que a pesquisa foi realizada, população envolvida, aspectos psicológicos, papel do médico, se disponível e os principais achados da pesquisa. Conclusão: Constatou-se que a origem da problemática do suicídio é multifatorial e há a necessidade de novas pesquisas nessa área, principalmente em relação às novas formas de abordagem da temática ainda na graduação de Medicina com base nas ações de prevenção e o papel do médico no atendimento integral e centrado na pessoa.

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