ESCUTA ATIVA E EMPATIA NO ATENDIMENTO MÉDICO

O IMPACTO DA ABORDAGEM INTEGRAL NA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE

Autores

  • Débora Emerick Carvalho Marinho

Resumo

A relação médico-paciente é um dos elementos centrais da prática médica e desempenha papel determinante na qualidade do cuidado e na adesão terapêutica. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos que ampliaram as possibilidades diagnósticas e terapêuticas, a dimensão humana contínua sendo essencial para uma medicina verdadeiramente integral.
Nesse contexto, a escuta ativa e a empatia configuram-se como competências fundamentais, pois possibilitam ao médico compreender o paciente em sua totalidade, considerando não apenas os aspectos biológicos, mas também os fatores emocionais, sociais e subjetivos que influenciam sua saúde.
Este estudo tem como objetivo analisar de que forma a escuta ativa associada à empatia contribui para um atendimento médico mais humano e integral. Foram propostos como objetivos específicos: conceituar a empatia no contexto clínico, investigar os elementos e desafios da escuta ativa, avaliar os efeitos da escuta empática na qualidade da relação médico-paciente e apontar estratégias de fortalecimento da formação médica orientada ao cuidado integral.
A metodologia utilizada baseou-se em uma revisão integrativa da literatura, com a busca de artigos publicados entre 2020 e 2025 em bases de dados nacionais e internacionais. Foram selecionados trabalhos que discutem os impactos da escuta ativa e da empatia no atendimento em saúde, bem como estratégias pedagógicas e práticas clínicas relacionadas à humanização do cuidado. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva e comparativa, a fim de identificar convergências e lacunas na produção científica atual.
Os resultados indicam que a escuta ativa e a empatia favorecem maior vínculo entre médico e paciente, promovem confiança, reduzem a ansiedade durante o atendimento e aumentam a adesão ao tratamento. Além disso, contribuem para a prevenção de erros clínicos, fortalecem a satisfação do paciente e ampliam a efetividade terapêutica. No campo da formação, destaca-se a importância de metodologias pedagógicas que desenvolvam competências comunicacionais, sensibilidade ética e capacidade de compreender o paciente em sua integralidade.
Conclui-se que a escuta ativa e a empatia não são apenas habilidades complementares, mas constitutivas de uma prática médica humanizada, ética e centrada na pessoa. Promover tais competências é fundamental para o fortalecimento da medicina como ato de cuidado e para a consolidação de um modelo assistencial que valorizem tanto os avanços científicos quanto a dignidade humana.

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Publicado

2026-03-30

Edição

Seção

Medicina