CIGARROS ELETRÔNICOS E PERCEPÇÃO DE RISCO
UM ESTUDO COM ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE DO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACIG
Resumo
O uso de cigarros eletrônicos tem se expandido rapidamente nas últimas décadas, especialmente entre jovens e adultos jovens, impulsionado pela ampla divulgação em redes sociais e pela falsa percepção de que representam uma alternativa segura ao cigarro tradicional. Apesar da proibição de sua comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) desde 2009, observa-se um aumento significativo do consumo desses dispositivos no Brasil. Este trabalho teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento e a percepção de risco dos estudantes dos cursos da área da saúde do Centro Universitário UNIFACIG, em Manhuaçu-MG, sobre os efeitos e a composição dos cigarros eletrônicos. Trata-se de um estudo de revisão de literatura com abordagem qualitativa, complementado por dados de um questionário aplicado a estudantes universitários. Os resultados evidenciaram que, embora a maioria dos participantes reconheça os riscos à saúde e o potencial de dependência associados ao uso dos cigarros eletrônicos, ainda há lacunas quanto ao conhecimento sobre sua composição e efeitos fisiológicos. A análise dos estudos revisados reforça a necessidade de intensificar ações educativas voltadas à conscientização dos futuros profissionais de saúde, a fim de promover uma atuação mais informada na orientação da população quanto aos malefícios do uso desses dispositivos.