A REEMERGÊNCIA DE DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS E OS DESAFIOS PARA SAÚDE PÚBLICA
Resumo
O sarampo e a coqueluche são doenças infecciosas respiratórias imunopreveníveis que, apesar dos avanços alcançados com a vacinação, voltaram a representar importantes desafios para a saúde pública nas últimas décadas. Este estudo teve como objetivo analisar os aspectos epidemiológicos, clínicos e preventivos dessas doenças, destacando a importância da imunização e os fatores que contribuíram para sua reemergência no Brasil. Trata-se de uma revisão integrativa, realizada nas bases SciELO, BVS e Google Acadêmico, com publicações em português entre 2010 e 2025. Foram selecionados oito artigos que abordavam diretamente o tema. Os resultados indicam que a queda nas coberturas vacinais — intensificada após 2015 e agravada durante a pandemia de COVID-19 — foi o principal fator associado ao ressurgimento do sarampo e da coqueluche. A hesitação vacinal, impulsionada pela desinformação e pela falsa percepção de erradicação das doenças, comprometeu o alcance da imunidade coletiva. Constatou-se ainda que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para o controle dessas enfermidades, desde que acompanhada por ações educativas, fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e vigilância epidemiológica contínua. Conclui-se portanto, que o enfrentamento da reemergência das doenças imunopreveníveis exige uma abordagem interdisciplinar e integrada, baseada em políticas públicas sustentáveis e na valorização da ciência e da educação em saúde como instrumentos essenciais para a proteção coletiva.