DIAGNÓSTICO E MANEJO DA ESOFAGITE EOSINOFÍLICA
ATUALIZAÇÕES E DESAFIOS NA PRÁTICA CLÍNICA
Resumo
A esofagite eosinofílica tem se destacado nas últimas décadas como uma importante doença inflamatória crônica do esôfago, de origem imunomediada, cuja incidência cresce em diversos países, afetando tanto crianças quanto adultos. O aumento dos diagnósticos e a complexidade de sua abordagem clínica exigem constante atualização por parte dos profissionais de saúde. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar as atualizações sobre o diagnóstico e o manejo da doença, destacando os principais avanços, desafios e perspectivas terapêuticas voltadas à prática clínica. Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada entre julho e setembro de 2025, desenvolvida a partir de pesquisas nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico. Foram utilizados descritores relacionados ao diagnóstico e tratamento da esofagite eosinofílica, selecionando-se nove artigos publicados entre 2015 e 2025 que atenderam aos critérios de inclusão. Após a leitura e análise integrativa, as informações foram sintetizadas e organizadas conforme os objetivos propostos. Os resultados evidenciaram que o diagnóstico da doença deve combinar avaliação clínica, endoscópica e histológica, sendo a biópsia do esôfago essencial para confirmação. As opções terapêuticas mais eficazes incluem o uso de inibidores da bomba de prótons, corticoides tópicos e dietas de eliminação alimentar. Apesar dos avanços, persistem desafios importantes, como o atraso no diagnóstico, a adesão às dietas restritivas e a ausência de biomarcadores não invasivos. Também se destaca a relevância da atuação multidisciplinar, envolvendo gastroenterologistas, alergistas, nutricionistas e psicólogos, a fim de garantir um manejo integral e humanizado. Conclui-se que o reconhecimento precoce e o tratamento individualizado são fundamentais para prevenir complicações e melhorar o prognóstico. A educação dos profissionais de saúde e o desenvolvimento de novas estratégias diagnósticas e terapêuticas representam caminhos essenciais para aprimorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os impactos clínicos e psicossociais da doença.