ARQUITETURA COMO FONTE DE TRANSFORMAÇÃO
A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE CONSTRUÍDO NO PROCESSO DE CUIDADO POR MEIO DA ARTE
Resumo
A saúde mental tem se consolidado como uma preocupação central na sociedade atual, sublinhando a urgência de tratamentos terapêuticos que vão além do aspecto clínico, incorporando também o impacto do ambiente construído no bem-estar das pessoas. Diante disso, o estudo explora a conexão entre arquitetura e saúde mental, focando na arteterapia, neuroarquitetura, psicologia ambiental e design biofílico como bases para criar espaços de cura mais humanizados e acolhedores. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e análise comparativa de estudos de caso, incluindo os projetos Maggie’s Centres, Nacadia Therapy Garden e Health Care Centre Josefhof. A partir dessas análises, buscou-se compreender como as soluções arquitetônicas podem contribuir para o avanço dos tratamentos e para o cuidado da saúde mental. Os resultados mostram que ambientes arquitetônicos projetados com base nos princípios da neuroarquitetura, psicologia ambiental e design biofílico podem ser eficazes na redução do estresse, promoção da autonomia, regulação emocional e em proporcionar experiências espaciais de acolhimento e restauração. Constatou-se ainda que a arteterapia é muito favorecida por ambientes que sejam flexíveis, sensoriais e inseridos na natureza e que promovam a expressão criativa, a interação social e a reorganização psíquica dos seus usuários. Conclui-se que a arquitetura pode assumir um papel ativo no cuidado com a saúde mental, deixando de ser apenas o suporte físico das atividades terapêuticas para tornar-se parte integrante do processo de tratamento. Desse modo, a adoção de estratégias projetuais humanizadas, acessíveis e biofílicas mostra-se essencial para o desenvolvimento de espaços que incentivem a qualidade de vida, inclusão, equilíbrio emocional e suporte qualificado às práticas terapêuticas.