IMPACTOS PSICOLÓGICOS DA MENOPAUSA
ESTRATÉGIAS DE MANEJO E QUALIDADE DE VIDA
Abstract
O envelhecimento populacional no Brasil aumentou o número de mulheres que vivenciam o climatério, fase que antecede a menopausa e pode representar até um terço da vida feminina. Embora natural, essa transição envolve alterações hormonais que podem gerar sintomas físicos, emocionais e cognitivos, além de desafios sociais que impactam a qualidade de vida. Apesar das políticas públicas voltadas à saúde da mulher, ainda são escassos os estudos sobre os impactos psicológicos e estratégias de manejo nesta fase. O objetivo deste estudo foi investigar os impactos psicológicos da menopausa e analisar as estratégias de manejo disponíveis e como estas afetam a qualidade de vida das mulheres nessa fase. Para isso, foi realizado uma revisão bibliográfica nas bases PubMed, Google Scholar e SciELO para compreender esses impactos e avaliar intervenções que favoreçam o bem-estar das mulheres climatéricas. Com efeito, os principais resultados indicam que alterações hormonais podem comprometer a cognição e bem-estar emocional, provocando ansiedade, depressão e distúrbios do sono, efeitos potencializados por pressões sociais e profissionais e que variam conforme o contexto de cada mulher. Diante disso, o manejo deve ser individualizado e multidisciplinar, combinando terapias hormonais e não hormonais, mudanças no estilo de vida e educação em saúde. A Terapia de Reposição Hormonal é eficaz, mas exige avaliação cuidadosa devido a riscos e efeitos adversos, enquanto alternativas como exercícios físicos, fitoterápicos e hábitos saudáveis auxiliam no controle dos sintomas e na promoção do bem-estar. Dessa forma, entende-se que a menopausa, embora natural, pode gerar impactos variados, reforçando a necessidade de atenção integral à saúde física e emocional da mulher. O acompanhamento individualizado, estratégias de manejo adequadas e espaços de escuta e apoio favorecem o bem-estar, o autoconhecimento e a qualidade de vida durante o climatério, evidenciando a importância de políticas de saúde e educação direcionadas a essa fase.