ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR DE COMBATE
Abstract
O Atendimento Pré-Hospitalar é uma área crucial da medicina de emergência, compreendendo todo o cuidado dispensado ao paciente antes de sua chegada a uma unidade hospitalar. Por sua vez, o Atendimento Pré-Hospitalar de Combate é aquele realizado em ambiente extra-hospitalar e em campo de confronto. Ele é prestado pelo combatente capacitado como socorrista, o qual terá condições de prestar o atendimento a si próprio, a outro combatente, bem como a civis ou mesmo a autores de crime. Esse socorro utiliza como método um protocolo que considera, justamente as características dos ambientes de combate como a hostilidade e o reduzido material, além de combinar as técnicas de socorro a técnicas de combate com vistas a garantir a segurança do socorrista e socorrido. Assim, este trabalho explora os fundamentos do Atendimento Pré-Hospitalar de Combate, destacando suas particularidades, a evolução histórica dos protocolos, as diretrizes atuais e a importância da capacitação de profissionais de segurança pública. Serão abordados os princípios do protocolo MARC 1, que otimiza as chances de sobrevivência em ambientes de alto risco, focando no controle de hemorragias, manejo de vias aéreas, tratamento de pneumotórax e prevenção da hipotermia. Ainda, será apresentado um relato de um caso em que o Atendimento Pré-Hospitalar de Combate foi utilizado no socorro de uma vítima de confronto. A metodologia de pesquisa bibliográfica e documental permitiu analisar a legislação vigente, como o Código Penal Brasileiro e a Lei do Ato Médico, bem como a Portaria Normativa nº 16/2018 do Ministério da Defesa e a Portaria nº 98 do Ministério da Justiça e Segurança Pública, as quais estabelecem diretrizes para o Atendimento Pré-Hospitalar de Combate no Brasil, enfatizando a necessidade de equipamentos específicos, como torniquetes e curativos hemostáticos. Por fim, conclui-se que a implementação e disseminação de treinamentos padronizados de Atendimento Pré-Hospitalar de Combate são essenciais para reduzir a morbimortalidade em cenários de conflito. Tais treinamentos, tem capacitado um número cada vez maior de combatentes, tornando-os aptos a prestar o atendimento a feridos durante confrontos, aumentando as chances de sobrevida às vítimas, reduzindo o número de baixas nas tropas ou entre civis.