SAÚDE MENTAL EM SITUAÇÕES CRÍTICAS - DESAFIOS E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA (SAMU)
uma revisão da literatura
Resumen
A saúde mental em situações de urgência e emergência representa um campo complexo e desafiador para profissionais de saúde, que precisam lidar com demandas emocionais intensas, diagnósticos rápidos e intervenções precisas. Este estudo tem como objetivo de abordar os principais desafios enfrentados pelo profissional enfermeiro, discutir estratégias de intervenção baseadas em evidências e destacar a importância de políticas públicas para melhorar a assistência nesses contextos. Trata-se de um estudo aplicado, de abordagem qualitativa na configuração de uma revisão de literatura que estabeleceu um diálogo entre os autores para atingir o objetivo proposto. As diretrizes que norteiam a assistência prestada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência contribuem para uma intervenção em crise pautada no paradigma da clínica tradicional, em que as prioridades são a contenção e o transporte ao hospital. Destarte, a articulação com a rede de saúde mental, a efetivação do apoio matricial, investimento em capacitação profissional são medidas que podem contribuir para a consolidação de uma intervenção em crise pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência mais humanizada e articulada com a reforma psiquiátrica brasileira. A pesquisa evidenciou que a escassez de profissionais devidamente capacitados para atuar na assistência a pacientes em emergências psiquiátricas tem gerado um atendimento deficiente, especialmente no que diz respeito à empatia e à humanização no cuidado. Isso ocorre mesmo diante da existência de políticas públicas que estabelecem diretrizes e ações para o tratamento e intervenção desses pacientes. Pode-se destacar como fragilidades no atendimento do profissional enfermeiro frente aos pacientes psiquiátricos, a falta de estrutura, falta de profissionais capacitados, risco para a equipe de enfermagem, pouco ou nenhum treinamento para a equipe. E já as potencialidades destacadas foram, a escuta humanizada, diálogo e tentativa de encaminhar o paciente a um serviço especializado. Conclui-se, portanto, que a falta de Políticas Públicas voltadas para o atendimento móvel pré-hospitalar em saúde mental, somada à persistência de traços do modelo manicomial na assistência, é agravada pela ausência de reformas curriculares na formação dos profissionais de saúde, pelo déficit em educação continuada e pela inexistência de protocolos e capacitações adequados para lidar com crises psiquiátricas. Enfrentar esses desafios pode levar a uma assistência mais eficiente e estruturada no cuidado a emergências psiquiátricas.