A MULHER NO BRASIL IMPERIAL

PAPÉIS E RESISTÊNCIAS FEMININAS

Autores

  • Maria do Carmo Nunes

Resumo

presente artigo analisa o papel social e as formas de resistência desenvolvidas pelas mulheres no Brasil Imperial, buscando compreender como as relações de poder e as normas patriarcais moldaram suas experiências e limitaram sua participação na vida pública. A pesquisa baseia-se em revisão bibliográfica e análise histórica de fontes secundárias, permitindo examinar as representações sociais atribuídas às mulheres, suas condições de vida e trabalho e as estratégias que construíram para enfrentar as restrições impostas pela sociedade da época. Os procedimentos metodológicos contemplam a investigação das dinâmicas sociais que estruturaram os papéis femininos e a identificação das práticas cotidianas que expressaram resistência, desde ações discretas de contestação até formas mais explícitas de atuação em esferas culturais e políticas. Os resultados evidenciam que, apesar de submetidas a rígidas hierarquias de gênero, classe e raça, as mulheres não permaneceram passivas, assumindo funções essenciais na economia doméstica e regional, participando de debates intelectuais e engajando-se em movimentos sociais, especialmente aqueles voltados à abolição e à defesa de novas concepções sobre a condição feminina. A análise revela que essas práticas contribuíram para tensionar e, em certa medida, transformar os padrões sociais vigentes, ampliando gradualmente os espaços de autonomia e redefinindo o significado da atuação feminina no contexto imperial. Conclui-se que as mulheres exerceram um papel ativo e plural na construção da sociedade brasileira, sendo fundamentais para compreender a formação das relações de gênero e as permanências de estruturas desiguais que ainda se manifestam na contemporaneidade.

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Publicado

2026-01-12

Edição

Seção

História EAD