MEDIDAS PRÉ-NATAIS DE PREVENÇÃO DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO

UMA REVISÃO NARRATIVA

Autores

  • Wellington Carlos Cindra Oliveira

Resumo

subdiagnosticada que compromete significativamente a saúde física e mental da mulher e o desenvolvimento do bebê, configurando-se como um relevante problema de saúde pública. O período gestacional, por si só, representa uma fase de vulnerabilidade acentuada, exigindo cuidados integrais que ultrapassem a assistência obstétrica tradicional. No entanto, a literatura ainda apresenta inconsistências quanto às características das intervenções mais eficazes para a prevenção da depressão pós-parto, o que reforça a importância de investigações sobre o tema. METODOLOGIA: este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, as evidências disponíveis sobre a eficácia de estratégias adotadas no período gestacional para a prevenção da depressão pós-parto. A busca foi realizada na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Prenatal Care”, “Antenatal Care”, “Prevention” e “Depression, Postpartum”. Foram incluídos artigos publicados entre 2014 e 2024, nos idiomas português e inglês, com acesso gratuito ao texto completo, que abordassem intervenções preventivas implementadas no período gestacional. A busca inicial resultou em 144 estudos, dos quais 28 atenderam aos critérios e compuseram a análise final. RESULTADOS: os resultados revelaram que intervenções psicoterapêuticas psicossociais educacionais, como terapia cognitivo-comportamental, intervenções com foco em apoio familiar e educação da gestante, aconselhamento breve e mindfulness, demonstraram redução significativa nos sintomas depressivos e ansiosos, especialmente quando iniciadas no pré-natal e acompanhadas de suporte no puerpério. Além disso, estratégias dietéticas e programas de atividade física, supervisionados ou autogerenciados, apresentaram efeitos positivos em indicadores hormonais, metabólicos e emocionais, embora os estudos apresentem heterogeneidade metodológica, achado frequente entre os estudos que dificuldade a comparação entre as pesquisas e a generalização dos resultados. CONCLUSÃO: embora existam diferentes abordagens promissoras, ainda há necessidade de padronização dos métodos, ampliação da amostra dos estudos e maior uniformidade nos instrumentos de avaliação utilizados. A presente revisão contribui ao evidenciar a relevância de estratégias preventivas no pré-natal e sinaliza a necessidade de incorporação sistemática dessas práticas na assistência obstétrica, a fim de promover a saúde mental materna de forma integral e baseada em evidências.

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Publicado

2026-04-10

Edição

Seção

Medicina